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Senna correu o equivalente a dois GP’s em Jerez

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Dois dias de treinos foi o tempo que o piloto brasileiro Bruno Senna teve a oportunidade de conhecer melhor o carro que vai dirigir durante a temporada 2012 de Fórmula 1. O brasileiro percorreu 249 voltas no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, o equivalente a 1.020 quilômetros, superando os novatos, o francês Jean Vergne, com 159 voltas e o australiano Daniel Ricciardo, 205 voltas, ambos da Toro Rosso.

Bruno Senna disse que o exaustivo trabalho desta semana foi facilitado pelas características do Williams FW34, o modelo 2012 da organização comandada por Frank Williams.

“O carro é dócil de pilotar”. Resumiu Senna, que percorreu o total de 1.020 quilômetros, o equivalente a dois GP’s no traçado espanhol. Na quinta-feira (9), Bruno deu 125 voltas e repetiu o número hoje, sem enfrentar praticamente qualquer contratempo técnico.

“O carro é super confiável. Esses primeiros dias de testes na Fórmula 1 nunca foram fáceis, mas não tivemos nenhuma quebra. Acho que fizemos tudo o que estava previsto e, como andamos bastante, conseguimos avançar na performance e deixar o carro mais rápido. Para mim também foi importante toda essa quilometragem. Serviu para desenferrujar e melhorar a cada saída dos boxes”. Observou.

“Nestes dois dias, simulamos muitas condições e ajustes que serão úteis na hora de avaliar a decisão certa para situações parecidas, quando o campeonato começar”. Disse. “O resultado é que já dá para fazer comparações com o carro do ano passado e ajudar a nossa equipe a ter mais competitividade nas conversas que tenho com o meu engenheiro”. Contou ele

A melhor volta de Bruno, 1min20s132, foi registrada no período da manhã. No geral da sessão, ele ficou a apenas 1s255 da Ferrari de Fernando Alonso, o mais veloz do dia. Nesta sexta, além de trabalhar em diversas opções de acerto, Bruno avaliou os compostos de pneus duros da Pirelli e realizou uma simulação de corrida.

“Acho que o carro mostrou um comportamento bastante homogêneo com todas as versões de compostos. Temos uma boa plataforma inicial”. Disse.

Bruno fez mais voltas do que seu companheiro de equipe, o venezuelano Pastor Maldonado, e conseguiu rodar quase um segundo mais rápido.

“Ainda é muito cedo para fazer qualquer avaliação, mas estamos no rumo certo para fazer este FW34 um carro ainda mais rápido até chegar a hora de ele entrar na pista, para valer, lá na Austrália. A meta será duelar por colocações entre pontos com equipes intermediárias como Toro Rosso, Sauber e Force India”.

O brasileiro reconhece que é prematuro fazer um avaliação do FW34, comparado com as outras equipes.

“Ainda não dá para saber muito bem onde estamos, embora aparentemente todos estejam muito próximos. Cada equipe tem seu próprio programa e entra na pista com quantidades diferentes de combustível, o que dificulta as análises. Só mesmo quando os pilotos fazem essa simulação é que a comparação fica facilitada, mas só a Williams deu essas séries longas de voltas”. Concluiu.

O engenheiro chefe da escuderia britânica, Mark Gillan, relatou que Senna conseguiu realizar a simulação de uma corrida inteira durante a manhã, aproveitando a tarde para fazer testes de desenvolvimento. “No geral, foi um bom primeiro teste aprendemos a lidar bem com o FW34″. Pontuou.

De acordo com a programação da Williams, caberá a Bruno abrir a segunda bateria de ensaios coletivos no dia 21 em Barcelona. Mas, até lá, os dias de descanso serão raros. Ele permanecerá na Espanha e domingo seguirá para Monteblanco, onde participará de uma extensa sessão de filmagens promocionais com duração prevista até à próxima sexta-feira.

  1. Tenho a impressão de que o Bruno chegou, enfim, no verdadeiro mundo da fórmula 1. Tudo o que ele fez nos dois últimos anos nem serviram para aquecer… Eu confio no seu sucesso. Nota-se profissionalismo nas suas palavras.

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