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Sendo Bruno Senna

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Em 1993, Ayrton Senna disse: “Se você pensa que eu sou bom, espere até ver o meu sobrinho”. Bem, agora nós o temos … embora é justo dizer que ainda não dá para julgar.

Além da aprendizagem que HRT 2010 que foi dolorosamente lento, foi difícil tirar conclusões significativas de Bruno Senna na temporada de estréia na Fórmula 1. Como piloto ele é claramente desenvolvido, que é mais do que pode ser dito para seu carro, mas ele simplesmente não teve as ferramentas disponíveis para ele provar seu talento. E agora, aos 27 anos de idade, ele parece estar longe de ver o que o futuro lhe reserva.

A estreia de Bruno Senna no Mundial de Fórmula 1 em 2010, não foi nada positiva em se tratando de equipe. Integrado na estreante Hispania, Senna viu-se de forma consistente com um carro lento e instável, incapaz de lutar por posições do meio da tabela. Atualmente, como piloto reserva da Renault, o sobrinho do tricampeão de F1, Ayrton Senna, não lamenta ter entrado na categoria com uma equipe novata, garantindo que se sente satisfeito por estar agora na equipe britânica, mesmo apenas como piloto de reserva.

Perguntado se ele tinha qualquer queixa sobre seu ano com a HRT, Senna falou em entrevista à ‘ESPNF1′.

“Nós progredimos enquanto pilotos porque estamos pilotando. Participar naquelas corridas e no campeonato fez-me compreender a Fórmula 1 de forma diferente. Por um lado, sempre fui competitivo ao longo da minha carreira e fui ao pódio em cada ano – além do ano passado – e estar no fundo do grid não foi o ideal. Sempre melhorei enquanto piloto e, se isso ajudou ou não a minha carreira, é outra história, mas como piloto, claro que sim”.

Para 2011, sem um lugar como piloto titular, Bruno Senna conseguiu manter-se na esfera da F1 e ligado a uma equipe mais competitiva, como é o caso da Lotus Renault, feito que deixa o brasileiro satisfeito.

“Primeiro, é uma grande oportunidade de estar com uma equipe que venceu campeonatos. É o meu segundo ano na F1, o meu primeiro foi com uma equipe pequena e nem sempre pude competir. Foi um ano muito difícil. Este ano, posso aprender bastante com a experiência desta equipe e é bom estar dentro da Fórmula 1, num lugar em que o meu nome pode ganhar com as oportunidades certas”, afirmou.

“Estou aqui para elevar o meu nome e acredito que o posso fazer com esta equipe. Se não tiver a oportunidade de ter um lugar para competir no próximo ano, talvez haja no ano seguinte ou em qualquer outro lado no próximo ano. É importante ficar na F1 e a Renault é muito clara de que me estão preparando para qualquer oportunidade que possa aparecer. Eles têm planos para mim, mas eu quero evoluir passo a passo neste momento e espero que quando aparecer o momento certo eu possa ter a oportunidade de estar num bom carro”, acrescentou.

Por fim, e em resposta a todos aqueles que o acusam de ter chegado à Fórmula 1 com base no seu sobrenome, Bruno Senna desvaloriza esse aspecto e reforça que apenas o talento determina a possibilidade de estar ou não na categoria.

“Feliz ou infelizmente, não é por ser sobrinho do Ayrton que vou alcançar mais ou menos coisas na minha carreira. Aquilo que eu conseguir alcançar será através do meu trabalho e também com um pouco de sorte de contar com a oportunidade certa. Mas não é fácil, este é um meio muito difícil e ter essa oportunidade depende do momento e de dar os passos certos. Por vezes, damos um passo em falso e levamos muito tempo a recuperar”, completou.

Trajetória

Bruno começou a correr de kart ainda na infância, obviamente por influência do tio famoso. Porém, quando Senna morreu em um acidente durante o GP de Ímola de 1994, a família o proibiu de se dedicar ao automobilismo. Ele então só voltou a correr em 2005, reiniciando uma carreira na qual acumulou o terceiro lugar da Fórmula 3 Britânica em 2006 e o vice-campeonato da GP2 em 2008.

A entrada na Fórmula 1, entretanto, foi conturbada. No fim de 2008, ele assinou contrato com a Honda, mas a saída da montadora japonesa do comando da equipe a fez mudar de nome (para Brawn GP) e de piloto: o veterano Rubens Barrichello ficou com a vaga do compatriota. No ano seguinte, assinou contrato com a Campos, mas a crise financeira fez com que a equipe fosse vendida novamente e se tornasse a Hispania, um time com um carro muito fraco, que constantemente andou nas últimas colocações.

Apesar disto, Senna não se arrepende.

“Você progride como piloto porque está guiando. Participar de todas aquelas corridas no ano passado me fez entender a Fórmula 1 de uma maneira diferente. Por outro lado, eu sempre fui competitivo na carreira, sempre estive no pódio e andar para trás neste sentido não é o ideal. Eu melhorei como piloto, mas se isso ajudou na minha carreira é outra história”.

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